Um amigo, um diário.

UM AMIGO ,UM DIÁRIO!

Um lugar de expor sentimentos(...), como não fazemos a ninguém.
Onde ninguém percebe o nosso rubor na face quando falamos o que nos vem a mente; onde não precisamos medir as palavras com medo do que os outros podem pensar.

terça-feira, 16 de março de 2010

Quem diria?




Completo dez anos de rio de janeiro. mais silêncios que palavras. Coisas da saudade, que se mistura aos dias se passam pela janela do quarto. Janela grande, com vista para o horizonte. Por entre os cinzas, aprendi a enxergar esperanças e cores. Aprendi a apreciar a vista da janela minha, já uma grande conquista. Lembro ainda do quarto primeiro, frio e pequeno demais para os meus sonhos. É pelo horizonte da janela que traço novas janelas e novos sonhos, cada vez maiores e mais dotados da mulher que o Rio faz de mim, misturada à saudade e a baianidade que corre em minhas veias. Não espera tanto. Não esperava que os dias passassem virando semanas, meses, anos. Dois deles. Desistir nunca foi uma opção. Segui a risca o conselho de quem nunca me viu e sempre me amou: “destrua todas as pontes que te ligam ao seu passado”. Assim, a estrada sempre seguiu adiante e permaneceram comigo apenas as pessoas presentes, os amores, os amigos, a família e os sonhos. Não sei o que vai ser. Cheguei aqui com sonhos soltos e uma grande ferida viva, um desejo de ser nova, como se pela primeira vez. Acumulei nova bagagem, alguns trocados e muita força. Aprendi a admirar pequenas conquistas, a fazer arroz, a odiar passar roupa e amar na distância. Aprendi a aceitar o que não se pode mudar, mas nem por isso desisti de tornar as coisas mais alegres e leves. Insisto no sorriso. Construí um amor de amar para sempre e, no final, Rio de Janeiro me devolveu o meu melhor: o poder de acreditar. Obrigada a todos que acreditam comigo.