Um amigo, um diário.

UM AMIGO ,UM DIÁRIO!

Um lugar de expor sentimentos(...), como não fazemos a ninguém.
Onde ninguém percebe o nosso rubor na face quando falamos o que nos vem a mente; onde não precisamos medir as palavras com medo do que os outros podem pensar.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Arco-íris de mim

Eu. Eu que ando com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Eu que já gostei andar descalça mas agora prefiro salto. Eu que quero sempre mais que é tão pouco. Eu que ando pra frente sem olhar pra trás, deveria. Eu que cortei os cabelos pra esperar que eles cresçam. Eu que pintei as unhas roídas de vermelho. Eu que tenho 60 quilos desejáveis e outros tantos mais. Eu que mordo os lábios e sempre falo demais. Eu que tenho pés chatos e grandes e ainda pequenos para os passos sempre rápidos e impensados. Eu que sou filha e irmã, amiga e mulher, e tantas vezes esqueço de mim. Eu que carrego no ventre vazio o desejo de ser mãe. Eu que faço de fotos abraços. Eu que ainda tenho medo de escuro. Eu que carrego asas e âncoras entre sorrisos e lágrimas. Eu que esqueço de me lembrar de esquecer certas dores. Eu que trago um peso na alma e uma leveza no espírito. Eu que fiz do meu corpo o mundo de um infinito particular, pro melhor e pro pior de mim. Eu que amo tanto e de tanto amar acredito em todas as coisas do mundo. Eu que gosto de lençóis brancos e limpos. Eu que me visto de preto. Eu que quero devorar tudo. Eu que quero ser melhor em tantos aspectos e não sei por onde começar. Eu que não sou tão ruim assim. Eu que tenho bolsos sempre vazios e sonhos que se devem comprar. Eu que invento cores, desfaço-me de pudores e reinvento o caminhar. Eu, sempre Bahia distante a me perturbar. Eu, um amontoado de coisas, com pés que indo em frente voltam atrás. Eu, superficial nas minhas entranhas. Eu, diante do espelho, de todas as escolhas, me fiz dona de mim, pra me cuidar, mesmo não tão bem assim. Eu que convivo com a saudade e uma janela com perspectivas sempre tão longe. Eu, sempre indo e a um passo de chegar. Eu, encantada com flores, mas sem sementes pra plantar e espaço pra colher. Eu, com todas as coisas espalhadas em busca de um pequeno detalhe perdido. Eu, pronta para a reconstrução dos fatos e invenções da memória. Eu, com uma porção de felicidade tímida e o esboço de uma vida nova. Eu, com todas as obliquosidades, palavras inventadas, curvas, entradas e saídas. Eu, com 1,57m sentindo-me gigante. Eu, respirando ofegante. Eu, tão cheia de mim que me canso.Eu, primeira pessoa do singular conjugada em um tempo verbal indefinido... Você... onde encontro todas coisas que me fazem ser ,SILVANA

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